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Arquitetura baseada em microserviços

Investir em produtos de tecnologia é essencial para aumentar a visibilidade e potencial de uma atividade e, cedo ou tarde, seu responsável pode se deparar com a necessidade de conhecer o básico sobre o que pode ou não melhorar essa experiência.

Imagine um site: ele representa um sistema, a que podem ser agregadas aplicações continuamente e por meio do qual a empresa irá interagir e responder a diversos pontos de interesse.

Logo, é importante garantir que ele — assim como todas as demais aplicações que se fizerem necessárias — seja bem desenvolvido.

Assim inevitavelmente faz-se necessário pensar na arquitetura de sistemas que será usada nos seus projetos de aplicações.

Mesmo que não esteja no papel de um desenvolvedor, isso é relevante para que seja encontrado o equilíbrio entre o que a empresa realmente quer/precisa e a alternativa que melhor atende a isso, revertendo maiores vantagens tanto em termos técnicos, quanto de prazo, qualidade e até custo x benefício.

Além disso — por que não dizer? — que sejam melhores do ponto de vista estratégico também, já que os fatores tempo e diferenciais na implantação de uma aplicação contam muito para o desempenho em geral mais eficiente de tudo o que ela envolve.

Quais as consequências de negligenciar esse aspecto?

Um sistema é composto por partes que irão interagir para apresentar um resultado final.

Paralisações em quaisquer operações dele comprometem a satisfação em relação à aplicação experimentada.

Tendo em vista tal ponto, a área de desenvolvimento vem se deparando com uma expressão bastante significativa nesse meio: a chamada arquitetura baseada em microserviços ou arquitetura de microserviços.

Diversos estabelecimentos podem se beneficiar de sistemas arquitetados assim daqui para frente.

Essa, aliás, é uma tendência confirmada e que abrange bem (com destaque), inclusive, pequenos negócios — muito embora nomes grandes como Amazon, Netflix, Google, eBay, Uber e Groupon também estejam na lista dos que já aderiram à sua ideia.

Mas, afinal, o que isso significa e como pode beneficiar o projeto de desenvolvimento que você tem para representar o estabelecimento que coordena?

O que é arquitetura baseada em microserviços?

Podemos dizer que a arquitetura se refere à forma como um sistema é projetado, construído.

Todo aplicação que você quiser para seu estabelecimento, para seu negócio, para seu site, passará por isso.

Mas, para explicarmos melhor o que é arquitetura baseada em microserviços, precisamos entender o que é, em suma, um componente.

A questão da componentização e os sistemas “mono”

Um componente, como se pode imaginar, é algo que faz parte do sistema e que o ajuda a funcionar completamente. Como um bloco, uma peça, que constrói (junto às demais) a estrutura inteira.

Em grande parte das aplicações, no entanto, vê-se a chamada categorização de um sistema monolítico: ou seja, uma arquitetura em que predomina na componentização do sistema a característica de os elementos serem agrupados e executados dentro de uma mesma unidade do negócio (como se pode chamar).

Isso gera efeitos na hora de em que se vai mexer ou alterar algum componente em si.

Sabe os arquivos WAR (lembre-se das pastas zip), por exemplo? Se você já viu algum, deve ter notado que dentro dele existe toda uma estrutura de dados que fecham um conjunto compilado de informações carregadas de uma só vez.

Então imagine que um sistema monolítico seja uma construção nessa linha: todos os componentes (blocos) funcionam em um mesmo processo, plugando-se.

Mexer em um pode desestabilizar o outro e assim por diante, causando dificuldades ou, no mínimo, “inconvenientes” ou maiores desafios nesse momento.

Microserviço é justamente a disrupção desse tipo de sistema.

Ele descreve, por sua vez, um tipo de encaixe de funcionalidade em determinada aplicação (no caso de seu programa) que se comportará como um componente executado de forma externa que, embora se comunique com os demais, não interrompe a execução ou configuração deles caso precise ser manipulado.

Por isso, em vez de mexer em todo um sistema quando for necessário reparar, alterar ou substituir algum componente, a arquitetura de microserviços permitirá fazer isso de forma independente, já que cada “bloquinho” carregará um requisito funcional do sistema de forma isolada.

O resultado dessa possibilidade de intervir em cada componente de forma mais autônoma confere, como suposto, maior nível de praticidade e fluidez operacional, impactando positivamente em todo o comportamento do sistema — o site, por exemplo —tornando a experiência com ele muito mais satisfatória.

E então,  você já imaginava o diferencial que a escolha da arquitetura de seus sistemas poderia significar para todo o processo?

Ainda tem dúvidas sobre o assunto? Entre em contato com a Kyros!

 

Postado por Kyros Tecnologia em 26 abril, 2017


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